Muita gente sofre um acidente, fica um tempo afastada pelo INSS e depois volta ao serviço. Só que a mão já não fecha direito, o joelho dói para agachar na fileira da uva, a coluna não aguenta o mesmo peso. Se isso aconteceu com você, existe um benefício que pouca gente conhece: o auxílio-acidente.
O que é
É uma indenização mensal paga pelo INSS a quem ficou com uma sequela que diminui a capacidade para o trabalho que fazia. O ponto que mais surpreende: você pode receber e continuar trabalhando, inclusive com carteira assinada.
Quem pode ter direito
- Empregados com carteira assinada, incluindo trabalhadores rurais das fazendas.
- Empregados domésticos e trabalhadores avulsos.
- Segurados especiais (pequeno produtor rural que trabalha com a família).
O acidente não precisa ter sido no serviço. Pode ter sido de moto, em casa ou no fim de semana. O que importa é ficar com uma sequela que atrapalhe o trabalho habitual.
Sinais de que vale procurar orientação
- Você ficou afastado pelo INSS e voltou a trabalhar com alguma limitação.
- Precisa de mais esforço ou mais tempo para fazer a mesma tarefa.
- Mudou de função por causa da lesão.
- O INSS cortou o auxílio-doença e ninguém falou em auxílio-acidente.
Importante: a Justiça entende que mesmo uma limitação pequena pode dar direito ao benefício. Mas só a perícia médica confirma se a sequela existe e se reduz a capacidade para o trabalho.
Quanto e até quando
O valor é de 50% do salário de benefício (uma média das suas contribuições). Em regra, é pago até a aposentadoria. Quando o auxílio-doença foi cortado, os valores costumam contar a partir do dia seguinte ao corte, respeitado o limite de cinco anos para trás.
O que separar antes de conversar
- Documento com foto, CPF e carteira de trabalho.
- Laudos, exames, receitas e relatórios médicos sobre a lesão.
- Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), se houver.
- Cartas e decisões do INSS e o extrato do Meu INSS.
Este artigo é informativo e não substitui a análise do seu caso. Nenhum resultado pode ser garantido.
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