É comum o corretor sugerir: "abre um CNPJ, faz um plano empresarial que sai mais barato". No começo sai mesmo. Depois de um ou dois anos chega um reajuste de 20%, 30% ou mais, e a família não consegue pagar. Se o plano está no nome de uma empresa, mas quem usa são só você, seu marido ou esposa e seus filhos, você pode estar num falso coletivo.
Qual é o problema
Os planos individuais e familiares têm reajuste anual limitado pela ANS. Os planos coletivos empresariais, não: a operadora negocia o índice. Quando o "grupo" é na verdade uma família pequena, ela não tem nenhum poder de negociação. Fica com o pior dos dois mundos.
Sinais de alerta
- O plano está no CNPJ de uma empresa pequena, MEI ou empresa da família.
- Só membros da mesma família usam o plano.
- Os reajustes anuais ficam bem acima do índice que a ANS autoriza para planos individuais.
- A operadora ameaçou cancelar o contrato sem motivo claro.
O que pode ser verificado: há decisões judiciais que tratam esses contratos como se fossem planos familiares, aplicando o limite de reajuste da ANS e revendo valores cobrados a mais. Cada contrato é analisado individualmente, e o resultado depende das provas e do entendimento de cada juiz.
O que não fazer
- Não cancele o plano por conta própria antes de entender sua situação, principalmente se alguém da família está em tratamento.
- Não deixe de pagar as mensalidades por decisão própria. Isso pode levar ao cancelamento.
O que separar
- O contrato do plano e o cartão de cada beneficiário.
- Os boletos ou faturas dos últimos anos, para ver a evolução dos reajustes.
- Cartas e e-mails da operadora sobre reajuste ou cancelamento.
- O CNPJ usado na contratação e quem são os sócios.
Este artigo é informativo e não substitui a análise do seu caso. Nenhum resultado pode ser garantido.
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